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O mercado monetário espanhol se apóia fundamentalmente na emissão de títulos a curto prazo pelo Banco de España, que são subscritos por bancos, entidades de financiamento e operadores do mercado monetário que, com posterioridade, colocam uma parte dos mesmos entre investidores individuais e empresas. Num sentido mais amplo, o mercado monetário inclui também depósitos interbancários (cujos taxas de juros servem como índice de referência para outras transações) e a negociação de notas promissórias de empresa. A importância do mercado monetário tem-se incrementado de forma notável como conseqüência da liberalização e da maior flexibilidade do conjunto do sistema financeiro espanhol durante os últimos anos. O anterior resulta evidente se levarmos em consideração que os tipos de juros são habitualmente mais altos do que a taxa de inflação e a magnitude do volume de negociação de títulos do mercado monetário. O mercado de dívida pública desfruta de especial importância na Espanha e com freqüência comparecem ao mesmo tanto investidores residentes como estrangeiros. O tratamento fiscal favorável para os investimentos de não residentes nestes títulos o configuram como um mercado especialmente atraente. Da mesma forma, convém ressaltar a centralização das operações no mercado monetário através de um sistema de depósitos em conta e a criação dos mercados de opções e futuros, ligados a sistema de depósitos em conta através do qual se negociam os títulos de dívida pública. Desde a fusão da Central de Depósitos do Banco de España (CADE) e o Serviço de Compensação e Liquidação de Valores (SCLV), a sociedade resultante, Iberclear, é a encarregada do registro, compensação e liquidação das operações no Mercado de Dívida Pública em Depósitos em Conta. Além disso, a globalização dos mercados de valores está manifestando-se em fusões e alianças entre depositários da Zona Euro. A partir de 1999 a Euroclear se fundiu com os depositários centrais de França, Bélgica e Países Baixos ou a de Cedel com a Deustche Börse Clearing (DBC), impondo a aceleração no processo de integração entre a SCLV e CADE no âmbito espanhol. A confluência destes fatores tem exercido efeitos consideráveis sobre os mercados de renda fixa, que se refletem em: – Incremento da interação entre a eficiência dos canais de emissão e negociação e a valorização dos ativos de renda fixa. – Aumento da capacidade de sub-rogação entre os produtos emitidos pelos Tesouros Públicos da Zona Euro. Em virtude da maior transparência entre os mercados, a comparação entre os diferentes ativos é facilitada o que aumenta a concorrência entre os emissores.
No mercado de Obrigações e Bônus, no exercício de 2003, a media diária de operações simples (à vista e a prazo) ficou situado em 8,773 bilhões de euros, em comparação com os 9,061 bilhões de euros do exercício de 2002. Do valor total, 59% da negociação foram realizados com terceiros, tendo caído a negociação com titulares em 9,4% em relação ao ano anterior. Por tipo de operação, no exercício de 2003, houve uma ligeira queda no volume de operações simples que passaram de 2,33 bilhões de euros para 2,30 bilhões de euros. Por outro lado, o volume de operações duplas cresceu notavelmente passando de 16,50 a 19,06 bilhões de euros. Entre os fatores mais significativos que podem ter influído nesta tendência se destacam o estabelecimento do grupo de Criadores de Mercado de Letras e o desenvolvimento cada vez mais amplo dos leilões de liquidez do Tesouro Público, os quais se gerenciam através de operações simultâneas durante o dia. Da mesma forma, cabe salientar o forte aumento experimentado nas possessões de dívida dos não residentes desde a introdução da moeda única. Sua carteira de dívida se encontra investida, essencialmente, em referências a 10 ou 15 anos, segregáveis e muito líquidas, sendo os principais países de origem destes investidores: França, Alemanha, Reino Unido; fora da União Européia, se destaca a presença, cada vez maior, de investidores japoneses. As causas do importante avanço no crescimento da Dívida Pública em mãos de não residentes estão enumeradas a seguir: – A incorporação da Espanha à União Econômica e Monetária (UEM) com a eliminação do risco de câmbio, o que tem incrementado o atrativo da Dívida Pública espanhola. – A importante tarefa desenvolvida pelos criadores de mercado de não residentes cuja entrada no mercado espanhol de dívida pública aconteceu já em 1999 e que tem movimentado significativos volumes de dívida, contribuindo para dinamizar o mercado. |
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