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08/02/08  , Valor Económico
Expansão do Santander no Brasil
 

O Banco Santander entrará no setor de leasing até o final do semestre, depois de adquirir a parte de clientes globais do ABN AMRO no país e declarar a intenção de administrar os recursos de terceiros.

No dia 07, o banco divulgou um aumento de 48% do lucro líquido para as operações no Brasil em 2007, alcançando R$ 1,86 bilhão, o que representa 11% do lucro global e 34% dos ganhos na América Latina, o melhor resultado de sua história, segundo informou o gerente de marketing e negócios do banco no país, José Paiva Ferreira.

“O resultado do grupo Santander inclui pela primeira vez um ganho por equivalência patrimonial da aquisição do ABN AMRO de cerca de 60 milhões de euros. O Santander faz parte do consórcio que comprou o banco holandês, ao lado do britânico Royal Bank of Scotland (RBS) e do belga-holandês Fortis, pagando 71,1 bilhões de euros. A operação foi concluída em outubro. Neste momento, o ABN AMRO pertence a uma holding do trio de compradores, subordinada ao RBS. A compra dos clientes globais do Real custou 751 milhões de euros. Com isso, a parte do banco espanhol na aquisição passou a 10,5 bilhões de euros. O Santander estuda a possibilidade de assumir a administração de recursos de terceiros”.

A operação aguarda a aprovação das 54 autoridades dos países onde o grupo opera para ser finalizada. No Brasil a operação já foi aprovada. No Brasil, Santander e Real continuarão independentes por cerca de três anos.

“A decisão do Santander de entrar nos negócios de leasing tem como objetivo ganhar espaço no mercado de crédito em geral, e no financiamento de automóveis, em especial. No ano passado, a carteira de crédito do Santander aumentou 17%, de R$ 37,5 bilhões para R$ 43,725 bilhões, abaixo do mercado, que cresceu 27,3% no total e 32,2% apenas com recursos livres.

Mas, o Santander ganhou espaço em linhas de spread mais elevado. A carteira de pessoa física cresceu 29% para R$ 15,868 bilhões em comparação com 33,1% do mercado. Tiveram destaque a carteira de cartões, com expansão de 53% para R$ 2,555 bilhões; o consignado, de 41% para R$ 2,494 bilhões; e os veículos, 33% para R$ 4,649 bilhões”.

Outro destaque é o crédito imobiliário, que cresceu 62% em 2007 para R$ 2 bilhões, e deve dobrar de tamanho neste ano, acrescentou Paiva.

Na linha de pessoas jurídicas, a carteira de empresas médias teve expansão de 41% em 2007. Já a de grandes empresa ficou estável.

 

 
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