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31/08/10  , Empresarios por el Mundo
As exportações espanholas a países emergentes representam 10% do total
 

A chamada "zona euro", destino tradicional dos produtos espanhóis, tornou-se um mercado pouco seguro depois dos castigos impostos pela dura crise econômica e as políticas de ajuste fiscal aplicada em seus diferentes países, enquanto os países emergentes crescem a taxas superiores a 3% com uma forte demanda por bens e serviços. Por esta razão, os exportadores espanhóis começaram, desde o ano passado, a reorientar suas vendas para estas regiões.

Assim, segundo os dados da balança comercial espanhola, do primeiro semestre de 2010, as vendas para a "zona euro" perderam um ponto em sua participação total das exportações, de 57,6% para 56,6%, enquanto que as destinadas fora da "eurozona" cresceram mais de 20% e ganharam um ponto alcançando 43,5%, o que representa o nível mais alto dos últimos cinco anos, informou o jornal econômico espanhol Cinco Días.

Concretamente, os países emergentes, como Turquia, Marrocos, China, Oriente Próximo, Brasil, Rússia e India, converteram-se nos compradores preferenciais das empresas espanholas, aos quais são destinados 10% das suas vendas, tendo como mercado prinicipal o Oriente Próximo.

Esta reorientação estratégica incluiu a diversificação das exportações, muito concentradas até o momento no setor automobilístico, produtos químicos e bens de capital, que representam 60% do total.

Neste sentido, temos que destacar o perfil das vendas para Marrocos, das quais 30% estão vinculadas ao setor da moda. Além dos setores tradicionalmente mais centrados no mercado nacional, buscaram-se oportunidades de internacionalização em outros países, como ocorreu com as empresas panificadoras, que encontraram uma via alternativa de negócio em países como India, Turquia e Brasil, aos quais foram realizadas vendas no valor de 19, 8 e cinco milhões de Euros entre janeiro e junho, respectivamente.

 

 
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